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Acessibilidade no Campus Itabaiana assegura formação e permanência de alunos com…

A transformação do Setor de Acessibilidade da Biblioteca do Campus Prof. Alberto Carvalho em Divisão de Inclusão e Ações Afirmativas ampliou o atendimento a estudantes com deficiên

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O Campus Prof. Alberto Carvalho, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Itabaiana, reestruturou o Setor de Acessibilidade da biblioteca e criou a Divisão de Inclusão e Ações Afirmativas (DIAF).

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A mudança busca ampliar o acompanhamento de estudantes com necessidades específicas e oferecer recursos que reduzam barreiras durante a formação universitária.

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Segundo o diretor do campus, Victor Sarmento, a criação de uma estrutura própria atende à necessidade de acompanhar mais de perto os alunos. Antes, o campus contava com o apoio da Daim, em São Cristóvão, mas a distância dificultava a comunicação.

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Com a divisão local, a direção passou a contar com uma equipe técnica dedicada a identificar demandas, monitorar os estudantes e encaminhar necessidades à Reitoria.

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A estrutura atende atualmente 32 alunos ativos com necessidades específicas, incluindo pessoas com deficiências visuais, físicas e auditivas, além de estudantes com transtornos do desenvolvimento.

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O suporte é definido conforme a demanda de cada aluno e inclui intérpretes de Libras, bolsistas de apoio à inclusão, auxílio para locomoção e orientação dentro do campus e transcrição de respostas em atividades e avaliações.

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Entre os recursos disponíveis estão materiais em Braille e alto-relevo, lupas, scanners para digitalização de conteúdos, assinadores e dominós acessíveis em Braille. O campus também dispõe de cadeiras de rodas manuais e motorizadas e promove oficinas de arte tátil.

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Nos laboratórios de informática, estudantes com baixa visão ou cegueira podem utilizar ferramentas como o NVDA, software que possibilita o acesso a informações por meio de recursos de leitura de tela.

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O transcritor do Sistema Braille Nilson Andrade dos Santos, que atua no campus, explica que a divisão também trabalha com a produção e a adaptação de materiais. De acordo com ele, o atendimento envolve Libras, recursos táteis e ações voltadas à permanência dos estudantes.

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A unidade mantém parcerias com o Instituto Benjamin Constant e a Fundação Dorina Nowill, que cedem e oferecem materiais didáticos direcionados às necessidades identificadas.

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Para a intérprete de Libras Daniela Passos e a técnica em assuntos educacionais Daniela Mota Teixeira, a preparação dos recursos deve ocorrer antes que a necessidade apareça em sala de aula.

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O atendimento, segundo elas, precisa considerar a diversidade dos estudantes e ser planejado de acordo com as características de cada pessoa, em vez de começar apenas depois do ingresso na universidade. A trajetória do estudante Jeilson dos Santos ilustra parte desse processo.

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Usuário do Sistema Braille e concluinte de Sistemas de Informação, ele ingressou na UFS em 2016.2, quando o campus ainda não tinha um setor de acessibilidade e a estrutura física era limitada.

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Conforme relatado por Nilson, o contato entre os dois ocorreu por volta de 2021, durante a pandemia. A demanda apresentada pelo estudante foi levada à direção, que passou a buscar recursos para estruturar o atendimento.

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No início, havia apenas um servidor, sem formação pedagógica específica para esse tipo de acompanhamento; hoje, o serviço é realizado por uma equipe multidisciplinar.

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Jeilson considera importante que a universidade mantenha espaços voltados à inclusão e afirma ter desenvolvido um artigo sobre acessibilidade durante a graduação.

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Outro estudante de Sistemas de Informação, Ramon Oliveira, relata que o apoio recebido desde o ingresso, especialmente na locomoção, tem sido decisivo para sua rotina acadêmica. Ele afirma que pretende concluir o curso e construir uma carreira na área.

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A direção do Campus Itabaiana defende que a descentralização de estruturas de inclusão pode favorecer um acompanhamento mais individualizado nos campi do interior.

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A proposta da DIAF é reduzir barreiras de acesso à informação e também barreiras atitudinais, que, segundo os profissionais envolvidos, ainda permanecem na universidade e na sociedade.

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Com a equipe multidisciplinar, os recursos assistivos e o acompanhamento dos 32 estudantes, a unidade busca manter o suporte ao longo de toda a trajetória acadêmica, da entrada à conclusão do curso.

Fontes da reportagem

RO Acontece

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