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Saúde

Serviço de transplantes de órgãos alcança feitos inéditos em Sergipe

Sergipe realizou 47 transplantes renais em 2026, incluindo 42 com doadores falecidos, e retomou essa modalidade após 13 anos. O Estado também iniciou transplantes de fígado pelo SUS e registrou quatro procedimentos renais em um único dia, ampliando o atendimento a pacientes que aguardam na fila.

Serviço de transplantes de órgãos alcança feitos inéditos em Sergipe
Crédito da imagemNão informado na origem
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Sergipe realizou 47 transplantes renais em 2026, o maior número registrado em um único ano no estado, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Desse total, 42 foram feitos com órgãos de doadores falecidos no Hospital de Cirurgia e cinco com doadores vivos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS). No mesmo período, o estado iniciou transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A retomada dos transplantes renais com doadores falecidos ocorreu após 13 anos de interrupção. O serviço foi viabilizado por um contrato entre o Governo de Sergipe e a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), com investimento anual superior a R$ 241 milhões. O acordo também contempla transplantes de fígado e outros atendimentos de alta complexidade.

Em 23 de outubro, quatro transplantes renais com doadores falecidos foram realizados no mesmo dia, um marco inédito para o estado, conforme a Central Estadual de Transplantes. Para o coordenador do órgão, Benito Fernandez, o resultado demonstra que a estrutura sergipana tem capacidade técnica e organização para atender à demanda local e reinseriu Sergipe na rota nacional dos transplantes.

Com a oferta dos procedimentos no próprio estado, pacientes que antes precisavam buscar atendimento em outras localidades podem permanecer próximos de seus familiares e redes de apoio. O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, afirmou que a medida reduz deslocamentos, despesas e o impacto emocional associado à procura por assistência fora de Sergipe. Para pacientes renais, ele também destacou a possibilidade de substituir a rotina de hemodiálise por uma alternativa capaz de melhorar a qualidade de vida.

Segundo Aline Abreu, gerente apoiadora do serviço de transplante do Hospital de Cirurgia, a parceria com a SES permitiu que a unidade passasse a atuar como hospital transplantador. Ela informou que, em 2026, foram realizados 46 transplantes no hospital: quatro de fígado e 42 de rim. Os cinco transplantes renais com doadores vivos ocorreram no HU-UFS, instituição gerenciada pelo Governo Federal.

Desde o início do serviço de transplantes em Sergipe, no ano 2000, foram feitos 166 transplantes renais. Em 2026, o estado contabilizou 190 transplantes de órgãos e tecidos: 139 de córnea, 47 de rim e quatro de fígado. Também foram registrados 52 doadores e a captação de 115 órgãos, sendo quatro corações, 78 rins e 33 fígados.

A fila estadual tinha 278 pessoas à espera de transplantes. Desse total, 237 aguardavam por córnea, 38 por rim e três por fígado. No Brasil, os transplantes são realizados exclusivamente pelo SUS e dependem da doação de órgãos para que os procedimentos sejam viabilizados.

Entre os primeiros pacientes a receber um transplante de fígado em Sergipe está o advogado Ronaldo Cleber de Oliveira, de 74 anos. A esposa dele, a enfermeira Reuza de Oliveira, relatou que o procedimento foi realizado em 20 de junho, no Hospital de Cirurgia, depois que o casal deixou de considerar a realização da cirurgia em Fortaleza. Segundo ela, o transplante foi decisivo para a recuperação do paciente, que atualmente passa bem.

Fontes da reportagem

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