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Mobilidade

Sai a VRS: Modelo fica sob pressão após denúncias de atrasos salariais e FGTS

Saída da VRS ocorre em meio à renovação da frota; registros da Câmara de Aracaju apontam denúncias trabalhistas envolvendo a Viação Modelo.

Ônibus da VRS em operação no sistema de transporte coletivo de Aracaju
Crédito da imagemPrefeitura de Aracaju / SMTT — arquivo
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A confirmação de que a VRS será substituída na operação do transporte coletivo da Grande Aracaju abre um novo capítulo no sistema. O anúncio feito nesta quarta-feira (19) prevê a incorporação de 110 ônibus climatizados, sendo 67 zero-quilômetro, e coloca fim à operação da VRS no arranjo atual.

Com a saída da empresa, as atenções também se voltam para outras operadoras que permanecem no sistema. Entre elas está a Viação Modelo, que já foi citada em denúncias trabalhistas registradas oficialmente em pronunciamentos na Câmara Municipal de Aracaju.

Em novembro de 2024, o vereador Adriano Taxista relatou, com base em informações fornecidas por trabalhadores, que a Viação Modelo teria débitos com empregados. Entre as reclamações estavam ausência de depósitos de FGTS e INSS, verbas rescisórias pendentes e parcelamento do 13º salário.

Em novembro de 2025, novo registro institucional da Câmara informou que o vereador Fábio Meireles apresentou denúncias de funcionários da Empresa Modelo envolvendo atraso de salários, férias não pagas e ausência de depósitos de FGTS, mesmo com a empresa recebendo subsídio público.

O tema voltou à tribuna em junho de 2026. Segundo registro da própria Câmara, o vereador Camilo Daniel afirmou que a Empresa Modelo possuía pendências relacionadas ao recolhimento do FGTS e ao pagamento de direitos trabalhistas e anunciou que encaminharia as denúncias ao Ministério Público do Trabalho.

Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe ajuizou ação contra o Município de Aracaju e a SMTT por omissão diante de sucessivos atrasos salariais e falta de pagamento de direitos como FGTS, férias e décimo terceiro no sistema de transporte coletivo. A ação tratou de problemas estruturais de fiscalização do setor.

Os registros acima são denúncias e manifestações públicas documentadas e não significam, por si só, uma condenação definitiva da Viação Modelo por todos os fatos narrados. O Observatório Sergipe não localizou, até o fechamento desta publicação, manifestação pública atual da empresa respondendo especificamente às reclamações mais recentes citadas nesta reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

COMENTÁRIO DE PEPE MADEIRA: “Sai a VRS. E a Modelo fica acuada pelas denúncias que se repetem: salário fora do prazo, férias e FGTS entre as reclamações levadas à Câmara. Ônibus novo é importante, mas quem transporta a população também precisa ter seus direitos respeitados. Agora a fiscalização tem que olhar para dentro das garagens também.”

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