Professores da rede estadual retornam às salas de aula nesta terça-feira, após mais de um mês de greve
Professores da rede estadual de Sergipe retomam as atividades nesta terça-feira (13), após o Sintese suspender a greve iniciada em 8 de setembro. A decisão ocorreu depois de o governo apresentar documento prevendo uma comissão para discutir a retomada do escalonamento da carreira do magistério.

Os professores da rede estadual de ensino de Sergipe retornam às salas de aula nesta terça-feira (13), depois de mais de um mês de greve. A paralisação, iniciada em 8 de setembro, foi suspensa na última sexta-feira (9) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese).
A decisão foi anunciada pelo presidente do sindicato, Roberto Silva, em publicação nas redes sociais. Segundo ele, o governo estadual apresentou um documento que prevê a criação de uma comissão para elaborar, em até 90 dias, uma proposta relacionada à retomada do escalonamento da carreira do magistério.
O escalonamento é defendido pelo Sintese como parte da recuperação da carreira e da valorização dos profissionais da educação. A entidade quer que a comissão apresente uma proposta efetiva para restabelecer percentuais entre 40% e 100%.
Com a suspensão da greve, a categoria volta às atividades enquanto aguarda o avanço das negociações com o governo estadual. A retomada da paralisação não foi informada no material divulgado.
Outro ponto a ser discutido é a reposição das aulas referentes ao período de greve. Roberto Silva afirmou que o sindicato deverá procurar a Secretaria de Estado da Educação para definir como o calendário será reorganizado.
Segundo o presidente do Sintese, os estudantes têm direito à reposição dos dias letivos, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e os professores deverão participar desse processo. A declaração foi feita ao tratar dos próximos passos após o encerramento da paralisação.
O sindicato também agradeceu o apoio de pais e responsáveis ao movimento e reconheceu a participação dos professores que aderiram à greve. A categoria agora acompanha a formação da comissão e a apresentação da proposta prevista no documento entregue pelo governo.