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Economia

Previsão do mercado para inflação de 2026 chega a 5,01%, aponta Focus

Estimativa para o IPCA subiu pela terceira semana consecutiva e permanece acima do teto da meta de inflação. Mercado também reduziu projeções para o crescimento do PIB em 2026, 2027 e 2028.

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar
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A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial brasileira em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (5). Essa foi a terceira elevação consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A previsão para o próximo ano ficou acima do limite superior da meta contínua de inflação. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com isso, a faixa considerada compatível com a meta vai de 1,5% a 4,5%.

Para 2027, o mercado reduziu levemente a estimativa para o IPCA, de 4,31% para 4,30%. A projeção para 2028 foi mantida em 3,8%. Os números representam as expectativas dos analistas consultados para a trajetória dos preços nos próximos anos.

O boletim também mostrou uma pequena piora nas previsões para o desempenho da economia. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,86% para 1,85%. Para 2027, a projeção passou de 1,41% para 1,40%, enquanto a expectativa para 2028 recuou de 1,83% para 1,81%.

Nas projeções para o câmbio, não houve alteração. O mercado manteve a expectativa de que o dólar termine este ano cotado a R$ 5,20. Para 2027, a previsão continuou em R$ 5,28, e, para 2028, em R$ 5,30.

As estimativas para a taxa básica de juros também permaneceram estáveis. O mercado prevê a Selic em 13,5% ao ano no encerramento de 2026, em 12% ao ano no fim de 2027 e em 10,5% ao ano ao término de 2028.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para influenciar a inflação. Quando a taxa sobe, o crédito fica mais caro e a poupança tende a ser estimulada, o que pode reduzir o consumo e os investimentos e diminuir a pressão sobre os preços. Em sentido contrário, juros menores facilitam o crédito e podem estimular a produção e o consumo, embora também possam aumentar as pressões inflacionárias.

Desde janeiro de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação. Nesse modelo, a avaliação do cumprimento da meta considera a inflação acumulada em um período de 12 meses, e não apenas o resultado de um ano-calendário. Com a projeção de 5,01% para 2026, a estimativa do mercado permanece acima do teto de 4,5% estabelecido para a faixa de tolerância.

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