Palavra, fé e resistência – excertos biográficos do professor Ricardo André de Souza
A trajetória do professor Ricardo André de Souza reúne infância em família numerosa no Cabo de Santo Agostinho (PE), estudos em Sergipe, formação em Pedagogia e História, aprovação em concursos públicos e uma vivência religiosa iniciada aos 11 anos na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Natural do Cabo de Santo Agostinho (PE), nascido em 31 de maio de 1973, Ricardo André de Souza é filho de Reginaldo André de Souza e Noêmia Cordeiro de Souza, em uma família de oito irmãos. Em relato sobre a própria formação, ele descreve uma infância marcada por simplicidade, afeto, união familiar e brincadeiras de rua, sem acesso a brinquedos eletrônicos.
Segundo o texto base, Ricardo estudou o Ensino Fundamental na Escola Municipal Tancredo Neves, no bairro São Francisco, onde viveu e cresceu, concluindo a etapa em 1992. Nesse percurso, enfrentou reprovações e interrupções temporárias dos estudos. No Ensino Médio, já em Lagarto, iniciou os estudos no Colégio Estadual Abelardo Romero Dantas em 1993, mas não concluiu os dois primeiros anos por dificuldades pessoais e de aprendizagem.
Em 1995, ele passou a estudar no Colégio Cenecista Laudelino Freire, onde concluiu o Magistério em 1997. Depois, em 2002, formou-se em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, instituição que, conforme o texto, mantinha turmas em Lagarto naquele período. Em 2010, concluiu a Licenciatura em História pela Faculdade José Augusto Vieira, instituição citada como atualmente desativada.
A formação universitária aproximou Ricardo do pensamento de Paulo Freire, autor que ele afirma ter se tornado referência central em sua prática pedagógica. No relato, ele associa a educação ao diálogo, à consciência crítica e à responsabilidade social da escola, destacando que a graduação ampliou sua compreensão sobre o papel do magistério.
Na carreira, Ricardo foi aprovado em concurso público do município de Lagarto em 1998 para o cargo de professor e, em 2004, também foi aprovado em concurso da rede estadual de ensino. O texto registra que ele considera especialmente gratificante lecionar para filhos de ex-alunos e reencontrar ex-estudantes em espaços públicos, por ver nisso um sinal da continuidade do trabalho realizado ao longo dos anos.
A dimensão religiosa também aparece como parte de sua trajetória: segundo o relato, aos 11 anos ele se tornou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia após participar de estudos bíblicos em um evangelismo público promovido pela instituição. A reportagem o apresenta, assim, como professor, educador e alguém cuja formação combina experiência familiar, trajetória escolar marcada por superações e vivência de fé.
A reportagem original é assinada por Claudefranklin Monteiro e publicada em 21 de agosto de 2026, no site Só Sergipe.