Os 50 deputados federais mais votados na eleição de 2022 e o primeiro de cada estado – VEJA
Nikolas Ferreira liderou a votação para a Câmara dos Deputados em 2022, com 1,49 milhão de votos. Guilherme Boulos ficou em segundo, e São Paulo concentrou 21 dos 50 primeiros colocados no ranking nacional por votação nominal.

Nikolas Ferreira (PL), eleito por Minas Gerais, foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2022. Ele recebeu 1.492.047 votos, cerca de 490 mil a mais que Guilherme Boulos (PSOL), de São Paulo, que obteve 1.001.472. Os dois foram os únicos candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados a superar a marca de 1 milhão de votos naquele pleito.
A comparação considera a votação nominal absoluta de cada candidato em todo o país. Nesse recorte, São Paulo teve a maior presença entre os primeiros colocados: 21 dos 50 deputados federais mais votados foram eleitos pelo estado. A concentração está relacionada ao tamanho do eleitorado paulista, que amplia a possibilidade de candidaturas alcançarem grandes volumes de votos.
Depois de Nikolas Ferreira e Guilherme Boulos, aparecem Carla Zambelli (PL), com 946.244 votos; Eduardo Bolsonaro (PL), com 741.701; Ricardo Salles (PL), com 640.918; Delegado Bruno Lima (PP), com 461.217; Deltan Dallagnol (PODE), do Paraná, com 344.917; Tabata Amaral (PSB), com 337.873; Celso Russomanno (Republicanos), com 305.520; e Kim Kataguiri (UNIÃO), com 295.460.
O ranking também inclui Amom Mandel (Cidadania), do Amazonas, com 288.555 votos; André Ferreira (PL), de Pernambuco, com 273.267; Gleisi Hoffmann (PT), do Paraná, com 261.247; Tenente-Coronel Zucco (Republicanos), do Rio Grande do Sul, com 259.023; Dra. Alessandra Haber (MDB), do Pará, com 258.907; Marcel van Hattem (NOVO), do Rio Grande do Sul, com 256.913; Erika Hilton (PSOL), de São Paulo, com 256.903; Delegado Palumbo (MDB), de São Paulo, com 254.898; Clarissa Tércio (PP), de Pernambuco, com 240.511; e Capitão Derrite (PL), de São Paulo, com 239.772.
Na sequência estão André Janones (Avante), de Minas Gerais, com 238.967 votos; Marina Silva (REDE), de São Paulo, com 237.526; Baleia Rossi (MDB), de São Paulo, com 236.463; Fabio Teruel (MDB), de São Paulo, com 235.165; Marcos Pereira (Republicanos), de São Paulo, com 231.626; Carol de Toni (PL), de Santa Catarina, com 227.632; Sâmia Bomfim (PSOL), de São Paulo, com 226.187; Paulo Pimenta (PT), do Rio Grande do Sul, com 223.109; Pastor Marco Feliciano (PL), de São Paulo, com 220.595; Rosângela Moro (UNIÃO), de São Paulo, com 217.170; Rosana Valle (PL), de São Paulo, com 216.437; Bia Kicis (PL), do Distrito Federal, com 214.733; Daniela do Waguinho (UNIÃO), do Rio de Janeiro, com 213.706; Duda Salabert (PDT), de Minas Gerais, com 208.332; Delegado Éder Mauro (PL), do Pará, com 205.543; General Pazuello (PL), do Rio de Janeiro, com 205.324; Fernanda Melchionna (PSOL), do Rio Grande do Sul, com 199.894; Talíria Petrone (PSOL), do Rio de Janeiro, com 198.548; Alex Manente (Cidadania), de São Paulo, com 196.866; e Reginaldo Lopes (PT), de Minas Gerais, com 196.760.
Entre os estados listados na relação, os candidatos mais votados foram Amom Mandel, no Amazonas, com 288.555 votos; Bia Kicis, no Distrito Federal, com 214.733; Helder Salomão, no Espírito Santo, com 120.337; Fábio Garcia, em Mato Grosso, com 98.704; Marcos Pollon, em Mato Grosso do Sul, com 103.111; Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, com 1.492.047; Dra. Alessandra Haber, no Pará, com 258.907; Hugo Motta, na Paraíba, com 158.171; Deltan Dallagnol, no Paraná, com 344.917; André Ferreira, em Pernambuco, com 273.267; Daniela do Waguinho, no Rio de Janeiro, com 213.706; Natália Bonavides, no Rio Grande do Norte, com 157.565; Tenente-Coronel Zucco, no Rio Grande do Sul, com 259.023; Dr. Fernando Máximo, em Rondônia, com 85.604; Jhonatan de Jesus, em Roraima, com 19.881; Carol de Toni, em Santa Catarina, com 227.632; Guilherme Boulos, em São Paulo, com 1.001.472; Yandra de André, em Sergipe, com 131.471; e Toinho Andrade, no Tocantins, com 63.813.
A votação individual, porém, não é o único fator considerado na eleição para deputado federal. O pleito ocorre separadamente em cada unidade da Federação e segue o sistema proporcional, no qual o desempenho dos partidos e das federações também participa da distribuição das cadeiras. Por isso, o número absoluto de votos ajuda a medir a força eleitoral de cada candidatura, mas não permite comparar diretamente o peso proporcional obtido em estados com eleitorados de tamanhos diferentes.
Nesse aspecto, Amom Mandel aparece como destaque proporcional entre os deputados federais eleitos em 2022. Os 288.555 votos recebidos por ele corresponderam a 14,5% dos votos válidos para deputado federal no Amazonas, segundo o levantamento. O resultado mostra a diferença entre liderar uma votação em números absolutos e alcançar a maior participação relativa dentro do eleitorado de um estado.