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Eleicoes 2026

Missão da OEA considera eleição brasileira pacífica e alerta para desinformação

Relatório preliminar da organização reconhece capacidade técnica do TSE e dos tribunais regionais, mas aponta polarização, judicialização e falta de critérios uniformes para o uso de imagens geradas por inteligência artificial na propaganda eleitoral.

Brasília - 07/08/2026 - TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Crédito da imagemNão informado na origem
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou a eleição brasileira como uma jornada cívica e pacífica em relatório preliminar divulgado após a atuação de uma missão com 91 observadores independentes no país. O documento elogia a estrutura da Justiça Eleitoral, mas registra preocupações com a desinformação e com o ambiente de forte polarização política.

Segundo a organização, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais demonstraram capacidade técnica, logística e organizacional na condução do processo. A avaliação também destacou a participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas nos testes realizados com as urnas eletrônicas.

O relatório informa ainda que o registro de dados biométricos alcançou 89%, em comparação com as eleições de 2024. A OEA também mencionou a expansão dos serviços eletrônicos oferecidos pela Justiça Eleitoral, incluindo a plataforma Autoatendimento e o aplicativo móvel e-Título.

Apesar da avaliação positiva sobre a condução do pleito, a missão identificou um cenário de tensão política e confrontos pessoais. A entidade afirmou que circularam narrativas de desinformação voltadas a gerar desconfiança sobre a integridade do sistema eletrônico de votação.

Entre os pontos de atenção, a OEA citou a ausência de debate eleitoral entre os candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Ao mesmo tempo, o relatório reconheceu a realização de diversos debates entre candidatos a governador.

A organização também apontou falta de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral para tratar do uso, em propagandas digitais e físicas, de imagens reais ou produzidas por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política. O documento não detalha, no material divulgado, quais medidas deveriam ser adotadas para uniformizar esse entendimento.

As observações integram um relatório preliminar produzido a partir do acompanhamento do processo eleitoral brasileiro. A OEA reconheceu a lisura do pleito, mas manteve como temas de preocupação a circulação de conteúdos desinformativos, a polarização e a ausência de parâmetros jurídicos uniformes para o uso de imagens com inteligência artificial na campanha.

Fontes da reportagem

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