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Leitura digital alcança 49% dos brasileiros com mais de 10 anos

Pesquisa Nielsen BookData, viabilizada pelo Skeelo, ouviu 3 mil pessoas e mostra o papel do celular, das redes sociais e dos conteúdos gratuitos no consumo de e-books e audiolivros no Brasil.

Leitura digital alcança 49% dos brasileiros com mais de 10 anos
Crédito da imagemNão informado na origem
Leitura

A leitura digital fez parte dos hábitos de 49% dos brasileiros com mais de dez anos nos 12 meses anteriores à pesquisa “Leitores Digitais”, realizada pela Nielsen BookData e viabilizada pelo Skeelo. O levantamento ouviu 3 mil pessoas de diferentes regiões, gêneros e classes socioeconômicas.

Foram considerados leitores digitais os entrevistados que consumiram ao menos um dos formatos analisados, como e-books, audiolivros, fanfics, quadrinhos e mangás. Entre os leitores de e-books e audiolivros, o celular aparece como o principal dispositivo: é usado por 72% desse público, à frente de tablets, computadores e leitores digitais.

Segundo a pesquisa, cerca de 18 milhões de brasileiros afirmam ter passado a ler muito mais depois de adotar e-books ou audiolivros. A praticidade de carregar vários títulos em um único aparelho é apontada como uma das características dos formatos digitais, enquanto os audiolivros também podem ser consumidos durante deslocamentos e tarefas domésticas.

Os entrevistados associam a leitura digital ao aprendizado. Para 71%, esse tipo de conteúdo ajuda a ampliar o vocabulário e melhorar a escrita. Outros 78% afirmam buscar livros digitais e audiolivros para adquirir conhecimento sobre novos temas. O estudo também indica que os formatos digitais não necessariamente substituem os livros físicos, mas ampliam as possibilidades de acesso à leitura.

As redes sociais participam da descoberta de novos títulos. Entre leitores de e-books e ouvintes de audiolivros, criadores de conteúdo no Instagram são citados por 27% de cada grupo como fonte de informação sobre novas leituras. O YouTube aparece com 27% entre leitores de e-books e 33% entre ouvintes de audiolivros. Já perfis literários no TikTok são mencionados por 23% e 25%, respectivamente.

A disputa pela atenção no ambiente digital é apontada como um dos obstáculos à expansão desses formatos. Entre leitores digitais que não consomem e-books ou audiolivros, 27,4% dizem preferir redes sociais e conversas curtas; 26,1% optam por vídeos na internet; e 23,9% escolhem serviços de streaming.

As mulheres representam 58% dos leitores de e-books e audiolivros, e 47% desse público tem entre 25 e 44 anos. A ficção é o gênero mais consumido: corresponde a 57,1% entre leitores de e-books e a 44,5% entre ouvintes de audiolivros. Na sequência aparecem livros de não ficção, obras científicas, técnicas e profissionais, Bíblia digital e livros de autoajuda.

O consumo também ocorre com frequência. Entre os leitores de e-books, 24% afirmam acessar o formato diariamente e 26% dizem fazê-lo de quatro a seis vezes por semana. No caso dos audiolivros, 22% escutam diariamente e 24% entre quatro e seis vezes por semana.

A pesquisa ainda identificou o uso de canais gratuitos para obter livros digitais. Nos 12 meses anteriores ao levantamento, 48,8% dos leitores de e-books e audiolivros disseram ter baixado ou acessado conteúdos em sites, aplicativos ou links que não eram lojas ou bibliotecas oficiais. Outros 41,5% afirmaram ter recebido arquivos compartilhados por amigos ou familiares.

Os dados não permitem determinar se esses conteúdos eram autorizados, oferecidos gratuitamente pelos detentores dos direitos ou obtidos de forma irregular. Entre os usuários desses canais, 41% dizem conseguir acessar os livros com mais facilidade dessa maneira, enquanto 36% afirmam que os conteúdos chegaram espontaneamente por links ou compartilhamentos. Cerca de 67% relatam que nem sempre conseguem identificar se um livro digital gratuito é legal ou autorizado. A pesquisa foi apresentada em 2 de setembro e busca oferecer informações para empresas, profissionais do mercado editorial e agentes públicos ligados à cadeia produtiva do livro.

Fontes da reportagem

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