Eleições 2026: quem são os principais candidatos a governador – bbc.com
A disputa pelos governos estaduais reúne atuais governadores, ex-prefeitos, senadores e nomes com trajetória no Executivo e no Legislativo; em alguns casos, candidaturas ainda dependem de decisões da Justiça Eleitoral.

Eleitores dos 26 Estados e do Distrito Federal vão às urnas em 4 de outubro de 2026 para escolher governadores, além de presidente, dois senadores por Estado e deputados federais e estaduais ou distritais. Onde nenhum candidato alcançar a maioria exigida no primeiro turno, os dois mais votados disputarão nova votação em 25 de outubro, segundo o calendário apresentado pela BBC News Brasil.
O levantamento reúne candidatos que superaram 10% nas pesquisas eleitorais mais recentes, considerando a margem de erro. A relação inclui governadores que tentam a reeleição, ex-prefeitos e ex-governadores, parlamentares e candidatos estreantes. Em Minas Gerais, foram considerados cinco nomes por causa das mudanças nas candidaturas e do peso do Estado na disputa nacional.
No Acre, aparecem o senador Alan Rick (Republicanos), deputado federal por dois mandatos antes de chegar ao Senado; Mailza Assis (PP), que assumiu o governo em abril de 2026 após a saída de Gladson Cameli; e Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco e de Acrelândia, que deixou a prefeitura da capital para tentar novamente o governo estadual. Em Alagoas, a disputa reúne JHC (PSDB), ex-prefeito de Maceió, e Renan Filho (MDB), senador, ex-governador por dois mandatos e ex-ministro dos Transportes.
No Amazonas, estão entre os principais nomes David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus; Omar Aziz (PSD), senador e ex-governador; Professora Maria do Carmo (PL), empresária e reitora universitária que nunca exerceu cargo eletivo; e Roberto Cidade (União Brasil), governador desde abril. Cidade assumiu interinamente após a renúncia do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, foi escolhido pela Assembleia Legislativa em eleição indireta em maio e agora concorre à reeleição.
Na Bahia, ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador e ex-deputado federal, enfrenta o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca novo mandato. No Ceará, a disputa inclui Ciro Gomes (PSDB), ex-governador, ex-prefeito de Fortaleza e ex-ministro, e Elmano de Freitas (PT), governador desde 2023. No Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), que sucedeu Renato Casagrande em abril de 2026, concorre à reeleição diante de Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, e Helder Salomão (PT), deputado federal e ex-prefeito de Cariacica.
Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) assumiu o governo em março, após a saída de Ronaldo Caiado, e tenta permanecer no cargo. Também aparecem Marconi Perillo (PSDB), ex-governador por quatro mandatos, Wilder Morais (PL), senador, e Luis Cesar Bueno (PT), ex-deputado estadual e ex-vereador de Goiânia. No Maranhão, os principais nomes são Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís; Felipe Camarão (PT), vice-governador; e Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão e candidato pela primeira vez a um cargo eletivo.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) disputa a reeleição depois de assumir definitivamente o governo em março, com a renúncia de Ibaneis Rocha. Leandro Grass (PT), ex-deputado distrital e ex-presidente do Iphan, e Paula Belmonte (PSDB), deputada distrital e ex-deputada federal, também estão entre os nomes citados. A Justiça Eleitoral confirmou que José Roberto Arruda (PSD) não pode concorrer. Além disso, há candidaturas em situação jurídica pendente em outros Estados, como as de Eduardo Paes e Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, Dr. Furlan, no Amapá, e Valmir de Francisquinho, em Sergipe. Essas decisões podem alterar a composição final das disputas antes da votação.
No Mato Grosso, o material apresenta Natasha Slhessarenko (PSD), médica e professora da Universidade Federal de Mato Grosso, como candidata estreante, filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, e Otaviano Pivetta (Republicanos), identificado no levantamento como governador. A definição das candidaturas e dos registros, especialmente nos casos questionados judicialmente, ainda é relevante para estabelecer quem efetivamente poderá disputar o primeiro turno em cada unidade da Federação.