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domingo, 23 de agosto de 2026 · Sergipe, Brasil
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Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador

Para o pesquisador Renato Meirelles, a classe C — maioria da população brasileira — não decidiu entre um Estado maior ou menor, mas quer serviços públicos melhores, menos burocracia e mais eficiência. Ele afirma que esse grupo, decisivo nas urnas, está cansado da política tradicional e busca mais autonomia no trabalho e no consumo.

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Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador
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A classe C, que responde por 53% da população brasileira, não tem um consenso sobre o tamanho ideal do Estado, mas quer, прежде de tudo, um governo que funcione e entregue serviços públicos de qualidade, segundo o pesquisador Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Ele lançou nesta semana o livro “Brasil da maioria: 25 anos da classe C”.

Em entrevista à Agência Brasil, Meirelles afirmou que esse segmento reúne a maioria dos consumidores, trabalhadores urbanos, pequenos empreendedores, usuários de serviços públicos e eleitores. Para ele, a classe C ocupa hoje o centro das principais decisões econômicas, sociais e políticas do país.

O pesquisador disse que, nas últimas décadas, houve avanços importantes na renda e no consumo, mas que a velocidade dessas mudanças diminuiu. Na avaliação dele, isso alterou a percepção de progresso desse grupo, que passou a desejar mais qualidade de vida, educação e oportunidades.

Meirelles também relacionou as mudanças no mundo do trabalho à busca por autonomia. Segundo ele, para muitas pessoas da classe C, a dignidade passou a estar ligada à possibilidade de controlar o próprio tempo, o que ajuda a explicar a adesão a aplicativos e ao empreendedorismo.

Na análise do pesquisador, o emprego formal perdeu parte do apelo que tinha no passado, embora ainda haja demanda por garantias e direitos sociais. Ele observou que reformas recentes e transformações no mercado reduziram a atratividade da CLT para parte desse público.

Sobre o cenário político, Meirelles afirmou que a classe C está cansada da política tradicional e procura algo diferente, sem saber exatamente o quê. Para ele, essa maioria quer menos burocracia, mais prestação de contas e um Estado capaz de responder às necessidades cotidianas da população.

Fontes da reportagem