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Colapso de geleira desencadeia enxurrada devastadora no Nepal; mais de mil estão desaparecidos

Avalanche de gelo e rocha na região do Himalaia provocou uma onda de lama, água e detritos na fronteira entre Nepal e Tibete. Balanços internacionais apontam mais de 270 mortos e mais de mil desaparecidos, enquanto buscas continuam.

Enxurrada de lama e detritos atingindo uma região montanhosa após o desastre no Nepal
Crédito da imagemReprodução / redes sociais
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Uma catástrofe de grandes proporções atingiu a região montanhosa entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira (26). O colapso de uma massa de gelo e rocha no Himalaia desencadeou uma enxurrada repentina de água, lama e detritos que atravessou vales, destruiu construções e atingiu comunidades inteiras.

Na manhã desta quinta-feira (27), os números ainda variavam conforme as equipes conseguiam alcançar áreas isoladas. Reuters e Associated Press informaram que o total de mortos na região já superava 270, enquanto mais de mil pessoas continuavam desaparecidas. Centenas de estrangeiros, entre turistas e peregrinos, também estavam entre os não localizados.

Os primeiros relatos chegaram a levantar a hipótese de um terremoto. Análises posteriores indicaram, porém, que o sinal sísmico detectado estava ligado ao próprio colapso da geleira e ao deslocamento de uma enorme massa de gelo, rocha e sedimentos. Imagens de satélite apontaram que o material atingiu o sistema do rio Lhende, alimentando uma onda de cheia que avançou pelos rios Bhote Koshi e Trishuli.

No Nepal, áreas dos distritos de Rasuwa e Nuwakot ficaram entre as mais atingidas. Localidades como Syapru Besi e Timure tiveram estradas, pontes, moradias e estruturas de energia danificadas ou arrastadas. No lado tibetano, a região de Gyirong também sofreu destruição severa e interrupções de comunicação e acesso.

Mais de cinco mil integrantes das forças de segurança e equipes de resgate foram mobilizados no Nepal. Helicópteros passaram a transportar sobreviventes e suprimentos, mas o relevo, a lama e a destruição das vias dificultam as operações. Países vizinhos e organismos internacionais anunciaram apoio humanitário.

Autoridades também mantêm atenção para o risco de novas enxurradas. O acúmulo de detritos pode bloquear cursos d’água e formar reservatórios temporários capazes de romper de forma repentina. O balanço de vítimas segue em atualização e pode mudar à medida que as buscas avancem.

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