Aracaju cresce 14,2% na abertura de empresas no 1º semestre e consolida força dos pequenos negócios
Aracaju somou 11.582 novas empresas entre janeiro e julho de 2026, alta de 14,2% ante o mesmo período de 2025. Microempresas e MEIs responderam por 96,8% das formalizações, e os serviços lideraram as aberturas, segundo dados do Observatório Econômico de Aracaju com base na Receita Federal.

Aracaju registrou 11.582 novas empresas entre janeiro e julho de 2026, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram abertas cerca de 10,1 mil empresas, segundo o Observatório Econômico de Aracaju, da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), com base em dados da Receita Federal.
Os pequenos negócios concentraram a maior parte das formalizações no período. Do total informado, 10.800 eram microempresas, sendo 7.425 enquadradas como Microempreendedores Individuais (MEIs). Somados, esses dois grupos representaram 96,8% das novas empresas abertas na capital.
Entre os setores, serviços liderou com 7.887 novas empresas, o equivalente a 68,1% do total. Em seguida apareceu o comércio, com 2.460 registros, ou 21,2%. Juntos, os dois segmentos responderam por 89,3% das aberturas na cidade nos sete primeiros meses do ano.
O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, avaliou que o resultado indica fortalecimento do empreendedorismo na capital e reflete ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios. Segundo ele, a gestão da prefeita Emília Corrêa trabalha para reduzir burocracias e ampliar oportunidades para quem deseja empreender.
A concentração das novas empresas variou entre os bairros de Aracaju. Farolândia teve 789 registros, seguida por Jabotiana (575), Centro (563), São José (530) e Aruana (493), de acordo com os dados divulgados.
O avanço na abertura de empresas ocorreu em um cenário também favorável ao mercado formal de trabalho. O Novo Caged apontou saldo de 4.137 empregos formais em Aracaju no primeiro semestre de 2026, e o estoque de postos com carteira assinada cresceu 2,19%, acima das médias de Sergipe (1,41%) e do Brasil (1,96%).