Aos 79 anos, Elton John esquece aposentadoria em show no Rock in Rio com baladas imbatíveis – G1
Aos 79 anos, Elton John voltou ao Rock in Rio após 11 anos longe do Brasil, fez 24 músicas em 2h15 de show e apresentou clássicos românticos e de rock para o público do festival. Segundo o relato da apresentação, o descanso maior entre turnês ajudou a preservar a potência da voz e da execução ao vivo.

Elton John voltou ao Brasil após 11 anos e, nesta segunda-feira (7), fez no Rock in Rio uma apresentação de 24 músicas em 2 horas e 15 minutos. Aos 79 anos, o cantor e pianista inglês apareceu com terno de paletó amarelo fluorescente e camisa azul-marinho, em seu terceiro show no festival e oitava passagem pelo país.
A apresentação o colocou como o headliner mais velho da história do Rock in Rio. Segundo o relato do show, a volta ao festival foi uma forma de compensar a ausência na última turnê de despedida, encerrada em 2023 após 330 apresentações, mas que ainda prevê compromissos pontuais, como dois shows marcados para outubro, no México.
Com interações discretas, Elton John alternou comentários breves com músicas que marcaram sua carreira. Antes de “Candle in the Wind”, fez referência a Marilyn Monroe; ao apresentar “Cold Heart”, citou a participação de Dua Lipa no telão; e, ao lembrar “Skyline Pigeon”, observou que a canção se tornou especialmente popular no Brasil por ter integrado a trilha da novela “Carinhoso”, de 1973.
O repertório trouxe baladas conhecidas e trechos mais enérgicos, com destaque para “Crocodile Rock”, “Saturday Night’s Alright for Fighting” e “I’m Still Standing”. Também apareceram canções como “I Guess That’s Why They Call It the Blues”, “Goodbye Yellow Brick Road” e “Your Song”, que encerrou a apresentação.
Na avaliação descrita na reportagem original, o período maior de descanso entre os compromissos devolveu fôlego ao cantor, com voz mais encorpada e mais segurança nas notas mais exigentes. O texto também aponta que Elton John reconheceu no palco que não tinha “muita voz sobrando”, mas ainda assim seguiria cantando até a despedida final.
A reportagem observa, porém, que a experiência visual teve um problema: projeções aleatórias ocuparam os telões em vários momentos, inclusive em músicas em que o artista nem aparecia nas imagens. Ainda assim, o show foi visto como uma demonstração da força de um repertório que ajudou Elton John a vender mais de 300 milhões de discos no mundo.