Ponte Preta chega a 27 derrotas e amplia sequência de marcas negativas na Série B
Rebaixada para a Série C, equipe campineira perdeu para o Criciúma e superou o recorde do Vila Nova de 2014. Clube ainda pode terminar a competição com a pior pontuação e a defesa mais vazada da era dos pontos corridos.

A Ponte Preta perdeu por 2 a 0 para o Criciúma, na última sexta-feira, em Santa Catarina, e estabeleceu o maior número de derrotas em uma edição da Série B do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos, iniciada em 2006. Com 27 resultados negativos em 36 rodadas, a equipe deixou para trás o recorde de 26 derrotas do Vila Nova, registrado em 2014.
Já rebaixada e na última posição, a Ponte Preta ainda tem dois jogos pela frente e pode alcançar outras marcas negativas da competição. A equipe soma 15 pontos e precisa vencer ao menos uma das partidas restantes para terminar acima dos 17 pontos obtidos pelo Duque de Caxias em 2011, atualmente a pior campanha em pontuação da Série B desde 2006.
A defesa também está próxima de um recorde indesejado. A Ponte sofreu 78 gols até a 36ª rodada, enquanto o Duque de Caxias levou 84 em 2011, número mais alto em uma única edição dos pontos corridos. Campinense, com 79 gols sofridos em 2009, e ASA, com 75 em 2013, aparecem na sequência desse ranking.
A campanha também foi marcada por um longo período sem vitórias. A Ponte ficou 22 partidas consecutivas sem vencer, maior jejum da história da Série B no formato atual. A sequência terminou em setembro, quando o time derrotou o CRB por 1 a 0 no estádio Moisés Lucarelli.
O rebaixamento para a Série C foi confirmado com sete rodadas de antecedência. Com isso, a equipe igualou o recorde de queda mais precoce da história da competição, que também pertencia ao Duque de Caxias, em 2011. Durante boa parte do torneio, a Ponte permaneceu na lanterna e acumulou resultados negativos.
Os problemas esportivos ocorreram em meio a dificuldades financeiras e administrativas. O clube enfrentou atrasos salariais recorrentes desde a temporada passada e, em agosto, os jogadores paralisaram as atividades por uma semana. Em uma carta divulgada na ocasião, eles relataram que alguns integrantes do elenco estavam havia quase meses sem receber.
A paralisação fez a Ponte recorrer às categorias de base para formar a equipe que enfrentou o América-MG, evitando a possibilidade de um W.O. Ao longo da competição, quase 20 jogadores deixaram o elenco. Para regularizar novas contratações e recompor o grupo, o clube recebeu auxílio de investidores do Boavista-RJ, que ajudaram na resolução de transfer bans e cederam atletas por empréstimo.
A criação de uma Sociedade Anônima do Futebol esteve entre as alternativas discutidas para o futuro do clube, mas a mudança foi rejeitada pelos associados em uma mobilização de um grupo de oposição. Dentro de campo, a Ponte agora encerra sua participação na Série B contra o Goiás, fora de casa, e o Operário-PR, no Moisés Lucarelli.
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