Governo avalia novo concurso unificado federal para 2027 com até 3 mil vagas
Ministério da Gestão diz que uma terceira edição do Concurso Público Nacional Unificado depende da aprovação do Orçamento e de espaço fiscal para novas contratações no serviço público federal.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avalia realizar, em 2027, uma nova edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), com possibilidade de oferecer até 3 mil vagas. A realização do processo, no entanto, está condicionada à aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) pelo Congresso Nacional e à existência de espaço fiscal para o preenchimento dos postos.
A previsão ainda não representa a confirmação do concurso. Segundo o MGI, a abertura das vagas dependerá das condições orçamentárias definidas para o próximo ano. O órgão não informou, no material divulgado, quais áreas ou cargos poderiam ser incluídos em uma eventual terceira edição.
Criado em 2023 pelo governo federal, o CPNU centraliza seleções para contratação de servidores em diferentes órgãos do Poder Executivo federal. O modelo ficou conhecido como “Enem dos Concursos” por reunir oportunidades em um processo seletivo nacional.
Uma das propostas do formato é ampliar o acesso de candidatos de diferentes regiões às provas, com o aumento dos locais de aplicação em relação a seleções concentradas em poucos centros. A iniciativa também busca organizar, em uma mesma seleção, vagas de órgãos distintos da administração federal.
Em manifestação enviada à Agência Brasil, o MGI afirmou que considera o CPNU uma política pública voltada à renovação, à modernização e à democratização do acesso ao serviço público federal. A pasta também indicou que pretende consolidar o concurso como um processo permanente de seleção de servidores.
A expectativa do ministério é que as edições ocorram em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos. Antes de qualquer definição sobre a edição prevista para 2027, porém, será necessário aguardar a tramitação e a aprovação do PLOA, além da autorização orçamentária para novas contratações.
Fontes da reportagem
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