Desemprego em Sergipe fica em 7,9%, acima das médias do Nordeste e do Brasil
Taxa sergipana recuou em relação ao primeiro trimestre, mas permaneceu acima dos índices do Nordeste e do país; dados regionais do terceiro trimestre serão divulgados pelo IBGE em 18 de novembro.

A taxa de desocupação em Sergipe ficou em 7,9% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice foi superior às médias do Nordeste, de 7,6%, e do Brasil, de 5,4%, e colocou o estado na quarta maior taxa da região, empatado com Alagoas.
Apesar de permanecer acima das médias regional e nacional, o resultado sergipano representou melhora em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando a desocupação alcançou 8,6%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a queda foi de 0,2 ponto percentual: o índice havia sido de 8,1%.
Entre os estados nordestinos, a Bahia registrou a maior taxa, com 9,1%. Pernambuco e Piauí apareceram na sequência, ambos com 8,3%. Sergipe e Alagoas ficaram com 7,9%. As menores taxas foram observadas na Paraíba, com 5,4%, no Rio Grande do Norte, com 5,6%, no Maranhão, com 6%, e no Ceará, com 6,6%.
O Nordeste apresentou a maior taxa de desocupação entre as regiões brasileiras no segundo trimestre, com 7,6%. O Norte registrou 6,1%, enquanto o Sudeste ficou em 5,2%. No Centro-Oeste, o índice foi de 3,8%, e o Sul teve a menor taxa, com 3,2%. A diferença entre o Nordeste e o Sul chegou a 4,4 pontos percentuais.
Os dados estaduais referentes ao terceiro trimestre de 2026 ainda não haviam sido divulgados. De acordo com o calendário do IBGE, a publicação regionalizada da Pnad Contínua está prevista para 18 de novembro. A divulgação permitirá verificar se Sergipe acompanhou a redução observada no indicador nacional durante o período.
No Brasil, a taxa de desocupação caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026. O resultado foi inferior ao registrado no trimestre encerrado em junho, de 5,4%, e ao índice do mesmo período de 2025, de 5,6%. Segundo o IBGE, foi a menor taxa para um trimestre encerrado em setembro desde o início da série histórica, em 2012.
A população desocupada no país somou 5,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 4% em relação ao período terminado em junho, equivalente a 234 mil pessoas. Na comparação anual, houve queda de 6,9%, ou 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre e de 1,2% em relação ao mesmo período de 2025. O nível de ocupação alcançou 59%. A informalidade correspondeu a 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O rendimento real habitual foi de R$ 3.790, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 387,5 bilhões, também o maior valor da série histórica.
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