Governo Lula avalia mobilização de canal no WhatsApp para pressionar Congresso
Plano prevê manter ativo o canal “Exército do Lula”, com 10,7 milhões de integrantes, para organizar apoiadores e influenciar debates no Congresso a partir do próximo ano. André Janones é apontado como possível responsável pela articulação, enquanto aliados discutem seu eventual ingresso em um ministério.

O governo reeleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja manter ativo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, para mobilizar apoiadores e influenciar discussões no Congresso Nacional a partir do próximo ano. A estratégia é considerada relevante diante da ampliação da bancada de direita no Legislativo, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil.
A pressão sobre deputados e senadores seria organizada conforme o tema em discussão. Entre os exemplos citados por integrantes do entorno de Lula está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A avaliação de aliados do presidente é que a mobilização popular em defesa da medida contribuiu para o avanço da proposta na Câmara e no Senado.
A atuação de Janones também é tratada como parte da estratégia política para o próximo mandato. Aliados do governo esperam que o deputado tenha protagonismo na mobilização da militância, embora a possibilidade de ele assumir um ministério na Esplanada ainda seja apresentada como uma discussão em andamento.
O canal e o parlamentar mineiro são considerados importantes por Lula para a comunicação direta com apoiadores. Essa avaliação ganhou força após a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição mencionada na reportagem, realizada no domingo, dia 25.
Depois do resultado, Lula afirmou que pretende dar prioridade à comunicação digital durante seu quarto mandato. Em declaração a apoiadores, disse ter recebido um celular do governador do Piauí, Rafael Fonteles, e afirmou: “Eu vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia”.
A manutenção do canal e o possível aproveitamento de Janones no governo ainda dependem das decisões políticas para o novo mandato. O objetivo indicado pelos aliados é transformar a rede de apoiadores em instrumento permanente de mobilização durante a análise de pautas no Congresso.
Fontes da reportagem
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