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Saúde

DNA-HPV avança no SUS e já é ofertado em 26 unidades da Federação

Exame molecular identifica infecções por HPV de alto risco antes do surgimento de lesões e, após resultado negativo, permite intervalo de cinco anos até a próxima coleta. Implementação ocorre de forma gradual; Espírito Santo ainda aguarda o início da estratégia.

teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero
Crédito da imagemNão informado na origem
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A nova tecnologia permite que, após um resultado negativo, a mulher tenha um intervalo de cinco anos até a próxima coleta, conforme o protocolo da estratégia. O exame também reduz a ocorrência de amostras insatisfatórias e pode acelerar a liberação dos resultados em comparação com o modelo tradicional de rastreamento.

O teste molecular identifica a presença do HPV, incluindo os tipos 16 e 18, considerados de maior risco para o desenvolvimento da doença. O resultado permite orientar as próximas etapas do atendimento conforme as recomendações do protocolo. Enquanto a nova tecnologia é incorporada ao SUS, o exame Papanicolau continua disponível e é apontado pelo Ministério da Saúde como uma ferramenta segura e eficaz de prevenção.

A coleta é feita por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde. Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser realizada por autocoleta, desde que a mulher receba orientação de um profissional. A possibilidade amplia as formas de acesso ao rastreamento, mas depende da organização do atendimento e dos fluxos definidos em cada localidade.

Todas as unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado capixaba, o começo da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, e o envio dos materiais está previsto ainda para este ano. Os kits de coleta são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz. O Ministério da Saúde também avalia outras tecnologias que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS.

A implantação do DNA-HPV é acompanhada por treinamentos presenciais e online para gestores e profissionais responsáveis pela coordenação da estratégia. Segundo o Ministério da Saúde, capacitações já foram realizadas nas 27 unidades da Federação. Os participantes atuam como multiplicadores e apoiam a preparação das equipes das Unidades Básicas de Saúde e de outros serviços envolvidos no rastreamento, incluindo a reorganização dos fluxos para garantir o acompanhamento das pacientes em todas as etapas.

Fontes da reportagem

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