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Polícia

Policiais e militares ampliam presença no Congresso e defendem endurecimento penal

Levantamento aponta 41 eleitos ligados às forças de segurança, ante 35 em 2022. Grupo pretende priorizar a redução da maioridade penal, mudanças na execução das penas e maior influência na agenda de segurança pública a partir de 2027.

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Crédito da imagemComissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara - Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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A bancada formada por policiais, ex-policiais e militares chegará ao Congresso Nacional em 2027 com uma representação maior do que a registrada em 2018 e 2022. Após as eleições deste ano, o grupo pretende ampliar sua influência sobre a política de segurança pública e concentrar esforços em medidas como a redução da maioridade penal e o endurecimento das regras de cumprimento de penas.

Levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral identificou 41 candidatos militares ou policiais eleitos para a Câmara dos Deputados e o Senado, contra 35 em 2022. O crescimento é de 17,14%. A contagem considera candidatos que declararam profissões como policial civil ou militar, bombeiro militar, militar reformado e integrante das Forças Armadas, além de ocupações e patentes indicadas no nome de urna.

O número pode ser maior, porque alguns candidatos não registram a ocupação militar nem utilizam a patente na identificação eleitoral. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), capitão da reserva da Polícia Militar de São Paulo, é citado como exemplo. O deputado Alberto Fraga (PL-DF), um dos principais representantes do grupo, estima que a próxima legislatura terá 60 integrantes ligados às forças de segurança.

A atuação do grupo também mudou nos últimos anos. Segundo Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, a presença de policiais na política deixou de se concentrar apenas em reivindicações corporativas, como salários, condições de trabalho e benefícios. Desde 2022, ganhou espaço o perfil de parlamentares que utilizam redes sociais e a exposição pública para disputar protagonismo no debate nacional sobre segurança.

Entre as propostas que podem avançar estão a restrição à progressão de regime, o fim das saídas temporárias, o aumento de penas, mudanças nas audiências de custódia e a flexibilização do acesso às armas. A redução da maioridade penal é apontada como uma das prioridades de Alberto Fraga e pode ser debatida ainda neste ano, no âmbito da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

Fontes da reportagem

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