Pular para o conteúdo
segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · Sergipe, Brasil
Quem somos · Transparência
OBSERVATÓRIOSERGIPE
Observatório Rádio Web RÁDIO ONLINE
Carregando informações da rádio… ProgramaçãoObservatório Sergipe
← Todas as notícias
Educação

Museu do Homem Sergipano celebra 30 anos de existência com reestruturação inédita

Criado em 1978, o Museu do Homem Sergipano completa em 2026 três décadas com o nome atual e a primeira sede. Fechado para exposições desde 2013, o espaço passa por obras e reorganização de acervos, documentos e atividades acadêmicas na Universidade Federal de Sergipe.

Museu do Homem Sergipano celebra 30 anos de existência com reestruturação inédita
Crédito da imagemNão informado na origem
Leitura

O Museu do Homem Sergipano (MUHSE) completa, em 2026, 30 anos de existência com o nome atual e a primeira sede própria, em Aracaju. Vinculado à Universidade Federal de Sergipe (UFS), o equipamento está fechado ao público para exposições desde 2013, mas passa por uma reestruturação administrativa e museológica enquanto as obras de modernização e ampliação do prédio avançam de forma intermitente.

A trajetória começou em 1978, quando a unidade foi criada no âmbito da UFS como Museu de Antropologia. Durante quase duas décadas, o projeto funcionou sem endereço fixo e sem quadro próprio de colaboradores. Conforme o material da atual chefia, a continuidade dependeu de professores que conciliavam as atividades do museu com ensino, pesquisa e extensão.

Nesse período, iniciativas como a Sala de Cultura Popular, o Núcleo Museológico e exposições itinerantes mantiveram o trabalho em atividade. As mostras abordavam povos indígenas, religiões afro-brasileiras, cultura popular e artesanato sergipano. Em 1996, o museu adotou o nome atual e passou a ocupar uma sede na Praça Camerino, em Aracaju.

A unidade ocupava desde 2004 um casarão na Rua Estância, no Centro da capital, mas problemas estruturais levaram ao fechamento do prédio em 2013. Os acervos foram retirados e permanecem armazenados na Sala 5 da Didática 7, no campus de São Cristóvão. A obra de modernização e ampliação da antiga sede começou em 2022 e enfrentou dificuldades e interrupções.

A atual gestão, chefiada pelo professor Rômulo Gonzales, considera que a reabertura do imóvel precisa ser acompanhada pela reconstrução das rotinas internas. Entre as prioridades estão a localização e o reconhecimento dos conjuntos do acervo, a retomada do inventário, a documentação e a conservação preventiva. O trabalho conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e de outros setores da universidade.

O acervo reúne coleções arqueológicas, etnográficas, numismáticas, fotográficas, documentais e bibliográficas. Parte dos materiais foi formada a partir de pesquisas e trabalhos de campo de professores da UFS. Também estão preservados itens das antigas exposições, que permitem acompanhar como a universidade desenvolveu, ao longo de quatro décadas, suas práticas de museologia e educação patrimonial.

Segundo a bibliotecária Camila Rodrigues, o conjunto documental e bibliográfico inclui mídias e aproximadamente 11 mil a 12 mil itens fotográficos. Entre as coleções bibliográficas, ela destaca os acervos dos professores Beatriz Góis Dantas e Felte Bezerra. Atualmente, os livros passam por higienização e acondicionamento para reduzir riscos de deterioração.

A documentação textual está distribuída em 73 caixas, de acordo com a arquivista Iberle Andrade Coimbra, responsável pelo Arquivo Central da UFS e colaboradora do trabalho desenvolvido no museu. O material inclui fichas de pesquisa do Departamento de Antropologia, ofícios, projetos e outros documentos. Está em elaboração um instrumento de pesquisa com índice remissivo para facilitar a localização dos registros por estudantes, pesquisadores, professores e integrantes da comunidade externa.

A retomada também envolve estudantes de Museologia e Biblioteconomia, que participam de estágios curriculares obrigatórios e acompanham atividades de organização, documentação e conservação. Projetos de extensão mantêm a unidade ativa na universidade, mesmo sem exposições abertas ao público. Para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, o museu é um espaço de memória e formação, especialmente para áreas como Museologia, História, Geografia e demais campos das Ciências Sociais.

A estudante de Museologia Alana Santos, que participa do projeto desde o período em que o acervo estava no Centro de Cultura e Arte da UFS, relata ter aplicado na prática procedimentos aprendidos em sala, como higienização, etiquetagem e organização. O objetivo declarado pela chefia é reabrir um museu mais moderno, plural e acessível. Até que isso ocorra, as atividades de ensino, pesquisa, extensão e preservação seguem concentradas na reorganização dos acervos e na preparação da nova etapa da instituição.

Newsletter

A notícia de maior repercussão no seu e-mail

Receba uma vez por dia a matéria que mais repercutiu no Observatório Sergipe. A assinatura só é ativada depois da confirmação do seu e-mail e você pode cancelar quando quiser.

Ao assinar, você concorda em receber o resumo editorial diário do Observatório Sergipe. Seus dados não são vendidos.