PRESIDENTE DO PT EM ITABAIANA DENUNCIA SUPOSTA PRESSÃO ELEITORAL
Elielma Ferreira afirmou ter recebido relatos de reuniões e ameaças de demissão contra trabalhadores que não seguissem orientações sobre o voto no segundo turno presidencial. A dirigente não identificou empresas ou empresários e não informou se os casos foram formalizados junto às autoridades.

A presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Itabaiana, Elielma Ferreira, denunciou nesta sexta-feira (9) uma suposta pressão de empresários locais sobre funcionários para influenciar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. O relato, apresentado como possível assédio eleitoral, teria ocorrido em ambientes de trabalho no Agreste sergipano.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a dirigente afirmou ter recebido relatos de reuniões convocadas por donos de empresas com suas equipes. Segundo Elielma, nesses encontros os trabalhadores teriam sido pressionados a votar em um dos candidatos à Presidência da República.
Ainda de acordo com a presidente municipal do PT, os relatos também mencionam possíveis ameaças de demissão dirigidas a profissionais que não seguissem a orientação dos empregadores. A acusação foi feita de forma geral, sem a identificação pública das empresas ou dos empresários que estariam envolvidos.
Elielma classificou a conduta relatada como inadmissível, antidemocrática e criminosa. No vídeo, ela também afirmou que os trabalhadores não deveriam se intimidar e os incentivou a denunciar eventuais casos de pressão ou coação relacionados ao voto.
A denúncia ocorre em meio à disputa do segundo turno presidencial e envolve a liberdade de escolha dos trabalhadores no ambiente profissional. A legislação eleitoral assegura o sigilo do voto, mas o material divulgado pela dirigente não detalha quais empresas teriam realizado as reuniões, quantos funcionários teriam sido afetados ou em que datas os episódios ocorreram.
Até o momento, não foram divulgadas informações que confirmem a formalização dos relatos junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) ou à Justiça Eleitoral. Esses órgãos podem apurar denúncias relacionadas à conduta no ambiente de trabalho e à tentativa de interferência na escolha dos eleitores, caso sejam oficialmente acionados.
A presidente do PT em Itabaiana não apresentou publicamente nomes dos supostos envolvidos nem documentos sobre os episódios. Assim, as acusações permanecem no campo do relato atribuído à dirigente partidária, sem confirmação pública sobre a ocorrência dos fatos ou sobre eventual responsabilização de empresas e empresários.