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Abastecimento no Sertão, subsídio no transporte em Aracaju e os bastidores do pós-eleição

Debates sobre a distribuição de água no Sertão, a manutenção do subsídio ao transporte coletivo em Aracaju e as articulações para o segundo turno movimentam a agenda política e social de Sergipe nesta quarta-feira (7).

Abastecimento no Sertão, subsídio no transporte em Aracaju e os bastidores do pós-eleição
Crédito da imagemNão informado na origem
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A agenda sergipana desta quarta-feira (7) reúne discussões sobre o abastecimento de água em municípios do semiárido, a continuidade do subsídio ao transporte coletivo na Grande Aracaju e o reposicionamento de lideranças após o primeiro turno das Eleições 2026. As movimentações envolvem tanto a resposta à estiagem quanto decisões com impacto direto sobre tarifas e estratégias partidárias para a próxima etapa da disputa eleitoral.

No Sertão, a ampliação da frota de caminhões-pipa para atender famílias afetadas pela seca voltou a provocar questionamentos sobre a eficácia do modelo adotado. Moradores de cerca de dez municípios dependem atualmente da distribuição de uma cota de 50 litros de água por pessoa a cada dia, volume equivalente a dois garrafões e meio. O quantitativo é considerado insuficiente por críticos e habitantes da região, principalmente em um período de temperaturas elevadas no semiárido.

O debate ultrapassa a necessidade imediata de ampliar as entregas. As críticas apontam para a dependência histórica dos carros-pipa e defendem a adoção de soluções permanentes de infraestrutura hídrica. Enquanto essas medidas não avançam, a distribuição emergencial permanece como uma das principais formas de atendimento às comunidades afetadas pela estiagem, sem eliminar a vulnerabilidade provocada pela irregularidade no abastecimento.

Em Aracaju, a Câmara Municipal aprovou um Projeto de Lei do Executivo que mantém o subsídio tarifário do transporte coletivo e o custeio extratarifário das gratuidades destinadas às pessoas com deficiência e aos acompanhantes. De acordo com a municipalidade, os aportes são necessários para preservar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema que atende a Grande Aracaju.

Ainda segundo a prefeitura, a interrupção dos repasses poderia elevar a tarifa de ônibus para R$ 7. O valor representaria um aumento aproximado de 55,56% para os usuários. A manutenção do subsídio, portanto, busca evitar que a necessidade de financiamento do sistema seja transferida integralmente para o preço pago pelos passageiros, além de assegurar o custeio das gratuidades previstas para o público beneficiário.

Outra possível pressão sobre as contas de serviços básicos está relacionada à reforma tributária. A Agência Nacional de Águas projeta que as mudanças nos impostos podem elevar em cerca de 18% as contas de água e esgoto a partir de janeiro de 2027. A estimativa é atribuída ao aumento dos custos operacionais das empresas de saneamento e ainda se refere a uma projeção para o próximo ano, não a um reajuste já aplicado aos consumidores.

No campo político, o encerramento do primeiro turno alterou a rotina das principais lideranças. André Moura, do União, derrotado na disputa pelas duas vagas ao Senado em Sergipe, viajou ao Rio de Janeiro. Segundo informações de bastidores, ele teria sido convocado pelo ex-governador fluminense Cláudio Castro, do PL, para atuar na articulação da campanha de segundo turno de Douglas Ruas ao governo estadual, especialmente no diálogo com deputados estaduais.

O desempenho de Moura em Aracaju também passou a ser avaliado por seus aliados. O candidato recebeu 51.706 votos na capital e ficou atrás de Delegado André David, Rogério Carvalho e Delegado Alessandro. O resultado gerou questionamentos internos porque Moura contava com o apoio declarado de 19 dos 26 vereadores aracajuanos.

As articulações da direita sergipana também começaram a ser reorganizadas para a campanha de segundo turno do presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL. No primeiro grande encontro de lideranças após a votação de domingo, não participaram o deputado federal Rodrigo Valadares, do PL, e sua esposa, Moana Valadares, presidente do partido em Aracaju. A ausência foi registrada no momento em que o agrupamento inicia a mobilização para a nova fase da disputa, sem indicação de uma justificativa no material divulgado.

Nos dias seguintes à votação, candidatos eleitos e derrotados reduziram as aparições públicas e a presença nas bases eleitorais. O recuo é associado ao período de descanso e reavaliação das estratégias. A tendência é que as agendas voltem a ser reorganizadas conforme avancem as negociações políticas e as ações de campanha para o segundo turno, ao mesmo tempo em que permanecem em discussão medidas relacionadas ao abastecimento e ao transporte público.

Fontes da reportagem

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