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Saúde

Brasil reforça vigilância e vacinação contra o sarampo após alta de casos nas Américas

Ministério da Saúde informou 52 casos importados no Brasil até 5 de outubro e intensificou ações de vacinação, busca ativa e monitoramento de contatos, sobretudo na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Sarampo: Brasil intensifica ações diante do avanço de casos nos EUA e nas Américas - O GLOBO
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O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento do sarampo no Brasil diante do aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas. A resposta foi intensificada na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru após a confirmação de casos importados, com medidas voltadas a interromper a transmissão do vírus.

Até 5 de outubro, o país havia registrado 52 casos importados da doença em 2026, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Apesar dos registros, o Brasil continua classificado como livre da circulação endêmica do sarampo.

Ao longo de 2026, quatro grandes mobilizações de vacinação contra o sarampo aplicaram mais de 3,8 milhões de doses em São Paulo e aproximadamente 192 mil no Amazonas. Na capital paulista e nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, a imunização foi reforçada junto com a busca ativa e o bloqueio vacinal.

Em São Paulo, a estratégia também prevê a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Essa aplicação é adicional às doses previstas no calendário de rotina, administradas aos 12 e aos 15 meses de idade.

O cenário regional aumenta a necessidade de manter a cobertura vacinal e a vigilância, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados de sarampo nas Américas em 2026. Os Estados Unidos, conforme nota da pasta, registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos.

Mais de 90% das pessoas infectadas nos Estados Unidos, ainda segundo o ministério, não estavam vacinadas ou tinham situação vacinal desconhecida. A pasta orienta que pessoas com doses em atraso procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta. A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e a manutenção de altas coberturas é apontada como essencial para evitar que casos importados provoquem circulação sustentada do vírus no país.

Fontes da reportagem

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