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Saúde

Brasil reforça vigilância e vacinação contra o sarampo após aumento de casos nas Américas

Ministério da Saúde alerta para o risco de importação do vírus após alta de registros nos Estados Unidos e em outros países. Até 5 de outubro, o Brasil contabilizava 52 casos importados, sem retomada da circulação endêmica.

Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York, EUA 14 de março de 2025 REUTERS/Shannon Stapleton
Crédito da imagemNão informado na origem
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O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento do sarampo no Brasil diante do aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas ao longo de 2026. Até 5 de outubro, o país havia registrado 52 casos importados da doença, concentrados em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro, sem evidência de retomada da circulação endêmica do vírus.

Segundo a pasta, 41 casos foram identificados em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Nas Américas, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá reuniam mais de 95% dos casos confirmados em 2026, conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Os Estados Unidos registraram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais de 90% dos infectados no país, segundo a mesma fonte, não estavam vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida. O cenário levou as autoridades brasileiras a intensificar a vigilância sobre pessoas que chegam de áreas com transmissão da doença.

Apesar dos registros, o Brasil continua classificado como livre da circulação endêmica do sarampo. O país perdeu essa certificação em 2019, depois de registrar mais de 20 mil casos e manter transmissão por mais de 12 meses. Em novembro de 2024, a Opas voltou a reconhecer o Brasil como livre da circulação endêmica, após a interrupção da transmissão sustentada.

A estratégia de vacinação prevê também a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Essa aplicação é adicional às doses de rotina, previstas para os 12 e os 15 meses de idade. A orientação do Ministério da Saúde é que pessoas com doses atrasadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.

Fontes da reportagem

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