Empresários, advogados e médicos estão entre ocupações mais comuns na Câmara e no Senado
Dados de ocupação declarados ao TSE mostram que políticos de carreira lideram entre os deputados eleitos; fora da política, empresários, advogados e médicos são os grupos mais numerosos. No Senado, advogados aparecem à frente entre as demais profissões.

Empresários, advogados e médicos estão entre as profissões que mais aparecem nas declarações de ocupação dos parlamentares eleitos nas eleições de 4 de outubro. O levantamento considera os dados informados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra predominância de ocupações ligadas à política entre os deputados e senadores escolhidos para os próximos mandatos.
Na Câmara dos Deputados, 201 eleitos, o equivalente a 39,18% do total, declararam “deputado” como ocupação principal. O resultado está relacionado ao desempenho dos parlamentares que buscavam a reeleição: dos 437 deputados que disputaram um novo mandato, 206 foram reeleitos. A ocupação registrada no TSE, porém, não necessariamente corresponde à atividade exercida atualmente pelo candidato.
Entre as ocupações fora da política, os empresários formam o maior grupo, com 61 eleitos, ou 11,89% da Câmara. Na sequência aparecem os advogados, com 55 representantes, equivalentes a 10,72%, e os médicos, com 30, ou 5,85%. Somadas, essas três categorias reúnem 146 deputados, 28,46% dos 513 eleitos.
Os vereadores são a quinta ocupação mais frequente entre os deputados, com 27 eleitos, ou 5,26%. Também aparecem na lista os administradores, com dez representantes, e os servidores públicos estaduais, com nove. Engenheiros e professores de ensino superior têm oito eleitos cada. Jornalistas e policiais militares aparecem com sete representantes cada.
A relação inclui ainda seis produtores agropecuários, cinco servidores públicos federais e cinco professores de ensino médio. Agricultores, enfermeiros, economistas e odontólogos têm quatro eleitos cada. Considerando médicos, enfermeiros e odontólogos, a área da saúde soma 38 deputados. Completam as 20 principais ocupações os aposentados que não são servidores públicos, com três representantes.
No Senado, o perfil ocupacional é semelhante, mas os advogados lideram entre as profissões não diretamente ligadas à política. Dos 54 eleitos, 12, ou 22,2%, declararam “senador” como ocupação principal, enquanto dez, equivalentes a 18,52%, informaram “deputado”. Entre as demais categorias, há seis advogados, cinco empresários e quatro médicos. Juntos, esses grupos representam 15 senadores, ou 27,78% do total.
Jornalistas e redatores, engenheiros, servidores públicos civis aposentados e integrantes das Forças Armadas têm dois representantes cada no Senado. Economistas, veterinários, produtores agropecuários, cientistas políticos, administradores, publicitários e vereadores aparecem com um eleito cada. Como ocorre com os deputados, os percentuais refletem as ocupações declaradas ao TSE e não permitem concluir, isoladamente, qual atividade profissional cada parlamentar exerce no momento.
Os 513 deputados eleitos assumem em 1º de fevereiro de 2027 para mandatos de quatro anos, até 31 de janeiro de 2031. A renovação da Câmara é integral, e a escolha ocorre pelo sistema proporcional, em turno único, com distribuição das cadeiras conforme a votação dos partidos ou federações. No Senado, também não há segundo turno: em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras, e os eleitos tomarão posse na mesma data para mandatos de oito anos. O terço restante da Casa será renovado em 2031.