Novos territórios marcam retorno da Rede Solidária de Mulheres de Sergipe
Iniciativa realizada pela Ascamai, com parceria da Petrobras e apoio da UFS e do Movimento de Catadoras de Mangaba, retoma atividades em 2026 com 28 grupos de mulheres distribuídos por 16 municípios sergipanos.

Após mais de 16 anos de trajetória, a Rede Solidária de Mulheres de Sergipe retoma as atividades em 2026 com atuação ampliada para 16 municípios e 28 grupos de mulheres. A iniciativa será desenvolvida ao longo dos próximos quatro anos pela Associação de Catadoras de Mangaba e Indiaroba (Ascamai), em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e com apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do Movimento de Catadoras de Mangaba (MCM).
A nova etapa alcançará Aracaju, Barra dos Coqueiros, Carmópolis, Divina Pastora, Estância, Indiaroba, Japaratuba, Maruim, Neópolis, Pirambu, Poço Verde, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão, Santa Luzia do Itanhy, Laranjeiras e Porto da Folha. A distribuição territorial reúne municípios de diferentes regiões do estado e considera as características, os conhecimentos e as potencialidades de cada comunidade.
O projeto terá como eixos o fortalecimento da autonomia das mulheres, a ampliação da participação social e a criação de possibilidades de trabalho e geração de renda. Para isso, estão previstas oficinas, rodas de conversa, formações e atividades produtivas organizadas de acordo com as realidades dos grupos participantes.
Entre as ações planejadas estão iniciativas de agroecologia, processamento de alimentos, produção artesanal, implantação de viveiros, desidratação de frutas, empreendedorismo social, economia solidária e comercialização. A programação também inclui discussões sobre direitos das mulheres, saúde, sustentabilidade, participação social e educomunicação.
A proposta prevê ainda atividades voltadas à valorização da cultura e dos saberes locais. Momentos de convivência, troca de experiências e expressão cultural deverão integrar o trabalho da Rede, com o objetivo de fortalecer os vínculos entre as mulheres e as comunidades onde vivem.
A comunicação será utilizada como instrumento de participação, formação e registro das experiências desenvolvidas nos territórios. A iniciativa pretende ampliar a circulação de conhecimentos, histórias, práticas e ações conduzidas pelas mulheres, além de contribuir para o fortalecimento da comunicação comunitária.
Com a retomada, a Rede Solidária de Mulheres de Sergipe busca conectar experiências de diferentes municípios e estimular a construção coletiva de novas possibilidades de trabalho, participação e geração de renda. As atividades serão realizadas durante os próximos quatro anos, reunindo ações produtivas, formativas, culturais e de mobilização social em torno das experiências dos grupos participantes.