Vento deixa centenas de milhares sem luz em São Paulo no Paraná – MetSul Meteorologia
Rajadas de vento deixaram mais de 200 mil clientes sem energia elétrica no Paraná e em São Paulo nesta sexta-feira (11), segundo dados da ANEEL e informações da Enel. A previsão indica possibilidade de novos temporais e desligamentos.

Fortes rajadas de vento provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica no Paraná e em São Paulo nesta sexta-feira (11). No Paraná, mais de 102 mil clientes estavam sem luz no início da noite, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em São Paulo, cerca de 127 mil clientes da Enel foram afetados durante a tarde.
A Enel informou que 40% dos consumidores atingidos em sua área de concessão tiveram o serviço restabelecido em aproximadamente 30 minutos. As equipes permaneciam mobilizadas para normalizar o fornecimento para cerca de 56 mil clientes. A concessionária atende 24 municípios da capital paulista e da Região Metropolitana.
Entre os municípios mais afetados em São Paulo estavam Embu-Guaçu, onde 5,8 mil dos cerca de 24 mil imóveis cadastrados ficaram sem energia, e São Lourenço da Serra, com 1.116 dos 7.087 imóveis atingidos. A empresa afirmou que havia mobilizado equipes antes do início do episódio de vento forte.
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, as rajadas também foram registradas no interior, no litoral, na Grande São Paulo e na Serra da Mantiqueira. As maiores velocidades citadas foram de 84,9 km/h em Paraibuna, 80,6 km/h em Piraju, 71,2 km/h em Manduri e 69,9 km/h em São Bernardo do Campo.
Também foram registradas rajadas de 68,8 km/h em Mauá, 64,5 km/h em Paranapanema, 64,4 km/h em Santos, 62,8 km/h em Uchôa, 61,1 km/h em Bauru, 59,4 km/h na capital paulista, 57,7 km/h na Serra da Mantiqueira e 51,9 km/h em Caraguatatuba.
A falta de energia em São Paulo foi associada, em grande parte, à forte ventania provocada por uma corrente de jato em baixos níveis durante a formação de um ciclone no Sul do Brasil. No Paraná, os ventos foram relacionados a uma linha de instabilidade associada ao ciclone.
A linha de instabilidade avançava pelo Paraná e pelo Sul de Mato Grosso do Sul, com previsão de chegada a São Paulo nas horas seguintes. Com isso, havia possibilidade de novos temporais e de outras ocorrências de interrupção no fornecimento de energia elétrica.