Pular para o conteúdo
domingo, 6 de setembro de 2026 · Sergipe, Brasil
Quem somos · Transparência
OBSERVATÓRIOSERGIPE
Logo do podcast Observatório em Pauta
Observatório em Pauta · Episódio 01 Violência e corrupção no mapa de Sergipe
← Todas as notícias
Empregos

Brasil pode levar até 30 anos para compensar déficit de produtividade com jornada de 40 horas, aponta CNI

Estudo da CNI estima que o país levaria de 17 a 30 anos para reunir o ganho de produtividade necessário para compensar uma eventual jornada semanal de 40 horas sem perda de salário, em um cenário em que empresas mantenham empregos e remuneração.

Leitura
0 visualizações
Brasil pode levar até 30 anos para compensar déficit de produtividade com jornada de 40 horas, aponta CNI
Crédito da imagemNão informado na origem

O Brasil pode levar de 17 a 30 anos para acumular o ganho de produtividade necessário para compensar uma eventual redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, associada à mudança da escala 6×1, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A projeção considera a hipótese de manutenção de empregos e salários, com absorção da queda das horas trabalhadas sem desconto na remuneração.

Nesse cenário, o total de horas trabalhadas cairia cerca de 7,8%, e a eficiência por hora precisaria avançar entre 8,3% e 8,5% para preservar o nível de produção. A CNI afirma que, entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu em média 0,5% ao ano; nos últimos seis anos, a alta média recuou para 0,28% ao ano.

Pelos cálculos da entidade, no ritmo histórico mais longo, seriam necessários cerca de 17 anos para alcançar o ganho estimado. Considerando o desempenho mais recente, o prazo se aproxima de três décadas. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a produtividade é condição central para a competitividade das empresas e para a capacidade de investir e remunerar melhor os trabalhadores.

O estudo também aponta que o Brasil está entre os países de menor produtividade no ranking internacional. Com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o país aparece na 100ª posição em produtividade por trabalhador e na 91ª em produtividade por hora trabalhada, atrás de economias como Irlanda, Noruega, Estados Unidos e Bélgica, que teriam níveis entre três e seis vezes superiores aos brasileiros.

A CNI destaca que o impacto da redução da jornada varia conforme o setor. Na indústria extrativa, o ganho de produtividade necessário poderia chegar a 10,4%; na construção, a 9,8%; na indústria de transformação, a 9,3%; na agropecuária, a 13,6%; e no comércio, a 10,6%.

O levantamento também simulou outros cenários de ajuste. No de rejeição, em que empresas não absorvem o aumento dos custos e desligam trabalhadores com jornada acima do limite, o número de empregos formais poderia cair de cerca de 41 milhões para 18,9 milhões, com redução entre 53,7% e 77,5% na folha de pagamento. No de acomodação, a massa salarial poderia recuar entre 2,9% e 6%, o equivalente a R$ 4,3 bilhões a R$ 7,3 bilhões por mês.

Segundo a CNI, a jornada de trabalho aparece em 81,5% dos acordos e convenções coletivas analisados no estudo, o que corresponde a mais de 37 mil instrumentos ao longo de 12 meses. Desse total, 61,8% tratam diretamente da distribuição do tempo de trabalho, com temas como horas extras, compensação, carga horária, intervalos, descansos, turnos, domingos e feriados.

Newsletter

A notícia de maior repercussão no seu e-mail

Receba uma vez por dia a matéria que mais repercutiu no Observatório Sergipe. A assinatura só é ativada depois da confirmação do seu e-mail e você pode cancelar quando quiser.

Ao assinar, você concorda em receber o resumo editorial diário do Observatório Sergipe. Seus dados não são vendidos.