Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 2 de setembro – g1.globo.com
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) aponta Lula com 37% no 1º turno, Flávio Bolsonaro com 29% e Cury com 10%. O levantamento também mostra empate técnico entre Lula e Flávio em outros cenários, além de avaliação dividida do governo e forte desconhecimento sobre alguns nomes.

A nova pesquisa Quaest para a disputa presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra Lula na frente no 1º turno, com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%, e por Cury, com 10%. Renan aparece com 3%, enquanto Caiado, Marçal e Zema têm 1% cada.
No cenário principal, o resultado indica que a eleição dificilmente seria decidida ainda no primeiro turno. O levantamento também aponta que Cury tem desempenho melhor entre eleitores independentes, segmento no qual chega a 24% e aparece numericamente à frente de Lula.
A pesquisa mostra diferenças regionais importantes. No Nordeste, Lula lidera com 55%, enquanto Cury tem 12% e Flávio, 19%. No Sudeste, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados, com 29% e 31%, respectivamente, e Cury soma 10%. No Sul, Flávio tem 38% e Cury chega a 9%.
Entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula registra 45% e Cury, 4%. Já entre os mais jovens, Lula aparece com 30% e Cury com 14%, segundo o levantamento.
A pesquisa também registra aumento na exposição nacional de Cury. O desconhecimento sobre o candidato caiu de 74% para 54%, enquanto a rejeição subiu de 16% para 25% e o potencial de voto passou de 10% para 21%.
Em outro recorte, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem mais próximos, com 42% e 41%, respectivamente. A rejeição também é alta para os dois: 53% para Lula e 55% para Flávio. Segundo a pesquisa, 43% dos brasileiros dizem temer tanto a volta da família Bolsonaro ao poder quanto a continuidade do governo Lula.
Sobre o governo federal, Lula tem 45% de aprovação e 48% de desaprovação. Entre os independentes, a desaprovação está 17 pontos acima da aprovação. A pesquisa também indica que apenas 10% dos brasileiros percebem aumento de renda maior do que o custo de vida, enquanto a maioria vê renda estagnada ou menor, ou aumento sem melhora no padrão de vida.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-06773/2026.