Ipesaúde e PMA se reúnem para discutir dívida estimada em R$ 18 milhões
Ipesaúde, Prefeitura de Aracaju, Câmara e representantes dos servidores discutiram uma dívida estimada em quase R$ 18 milhões. O município reconheceu a parte patronal do débito, e uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, dia 7, para tratar de proposta de quitação e da continuidade do convênio.

Representantes do Ipesaúde, da Prefeitura de Aracaju, de sindicatos e de servidores se reuniram nesta terça-feira, 1º, com vereadores de Aracaju para tentar avançar na solução de um impasse envolvendo uma dívida que, segundo o instituto, pode chegar a quase R$ 18 milhões.
Durante o encontro, a Prefeitura reconheceu a parte do débito referente à contribuição patronal e informou que aguarda uma proposta do Ipesaúde para definir como fará o pagamento. A parcela relativa à contribuição dos servidores seguirá em negociação entre o instituto, o município e as entidades sindicais.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira, dia 7, quando deve ser apresentada a proposta de quitação. Segundo os participantes, a expectativa é preservar o atendimento aos conveniados e evitar prejuízos aos servidores enquanto o impasse é tratado.
O vereador Isac Silveira afirmou que a reunião foi construída a partir de discussão no plenário da Câmara e disse que o Legislativo atuou como mediador para aproximar as partes. Já o vereador Vinícius Porto, líder da prefeita na Casa, afirmou que o objetivo foi impedir que os servidores fossem atingidos pela disputa entre Ipesaúde e Prefeitura.
O presidente do Ipesaúde, Walter Gomes Pinheiro Júnior, disse que a dívida total, pela análise do instituto, chega a quase R$ 18 milhões. Ele informou ainda que parte do valor, de R$ 2,6 milhões, teve trânsito em julgado em 2019, enquanto outra parte segue em discussão judicial, e que o instituto cobra desde 2020 valores relativos à contribuição sobre o 13º salário.
Pelo lado dos servidores, o presidente do Sepuma, Nivaldo Fernandes, afirmou que a reunião buscou uma alternativa que trouxesse tranquilidade aos trabalhadores e contemplasse tanto o interesse do Ipesaúde quanto a capacidade financeira do município. O procurador-geral de Aracaju, Hunaldo Mota, avaliou que houve avanço e disse que o município nunca negou a dívida, mas que a negociação continua em relação à parte atribuída aos servidores.