Dias Toffoli suspende parte da campanha nas redes sociais do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos – G1
O ministro Dias Toffoli, do TSE, suspendeu parte da campanha nas redes sociais de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, e também barrou debates e repasses do fundo eleitoral. A defesa afirmou que vai recorrer e atribuiu o problema a falhas técnicas no registro.

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu parte da campanha nas redes sociais de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência. Pela decisão, o político também fica impedido de participar de debates e de receber recursos do fundo eleitoral.
A decisão foi tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31). Toffoli é relator do pedido de registro da candidatura de Renan Santos e afirmou que os perfis oficiais de campanha deveriam ter sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo.
Segundo o TSE, Renan informou no prazo um site e um perfil na rede social X, mas outros 16 perfis foram comunicados fora do prazo. Na decisão, o ministro apontou que esses perfis continuaram circulando nas redes e aparecendo em sugestões das plataformas.
Para Toffoli, isso pode ter ampliado o alcance da campanha e gerado vantagem em relação a adversários que cumpriram a regra desde o início. Ele também determinou a suspensão da propaganda eleitoral do Missão em perfis não informados à Justiça Eleitoral e proibiu o uso de recursos do fundo eleitoral já repassados ou a serem repassados.
Além disso, Renan não poderá criar novos perfis para divulgar a candidatura nem publicar em perfis de terceiros. O ministro deu prazo de 24 horas para que a chapa informe a data de criação de cada perfil e o início de uso para propaganda eleitoral.
Renan Santos afirmou que a decisão é absurda e persecutória. Segundo o candidato, o atraso na comunicação dos perfis teria ocorrido por falhas técnicas no sistema de registro de candidaturas. O advogado do partido Missão disse que vai recorrer.
O material também informa que o TSE restringiu parte da campanha de Wilson Grassi, candidato do Democrata à Presidência, por outro caso envolvendo perfis nas redes sociais informados fora do prazo. Nesse caso, Toffoli também determinou restrições à propaganda na internet, à participação em debates e ao uso de recursos do fundo eleitoral.