Sergipe lidera crescimento do emprego em tecnologia no Nordeste e alcança 4,6 mil vagas formais
Sergipe teve o maior crescimento proporcional do emprego formal em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Nordeste, com 4.635 vínculos e alta de 9,7%, segundo relatório da Brasscom. A região somou 89.643 postos formais no setor, o equivalente a 9,5% do estoque nacional.

Sergipe registrou a maior taxa de crescimento do emprego formal em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) entre os estados do Nordeste, segundo o Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC, divulgado pela Brasscom. O estado alcançou 4.635 postos de trabalho com carteira assinada na área, com avanço de 9,7%.
No conjunto da região, o setor de TIC somou 89.643 empregos formais, o equivalente a 9,5% do estoque nacional. O crescimento regional foi de 4,1%, índice que, segundo o relatório, ficou acima do registrado no Centro-Oeste (2,6%), no Norte (2,4%), no Sul (2,0%) e no Sudeste (1,8%).
Entre os estados nordestinos, Pernambuco lidera em número de vagas, com 21.995 vínculos formais e salário médio de R$ 5.287. A Bahia aparece na sequência, com 20.624 postos e remuneração média de R$ 3.941, seguida pelo Ceará, com 19.786 empregos formais.
Além de Sergipe, a Paraíba contabiliza 6.241 empregos formais em TIC. O Maranhão reúne 5.543 postos, o Rio Grande do Norte soma 4.377, o Piauí tem 3.497 e Alagoas registra 2.945 vínculos no setor.
A Brasscom informa que o relatório faz uma análise estritamente ocupacional e considera apenas empregos formais CLT em ocupações típicas de TIC, como analistas e desenvolvedores de sistemas, programadores, técnicos de redes, especialistas em infraestrutura de TI e cientistas de dados. Essa metodologia é diferente da análise setorial do ecossistema de TIC, que inclui também funções de apoio como vendas, logística, jurídico e administrativo.
Segundo a entidade, o Nordeste consolida polos tecnológicos de relevância nacional, com formação de talentos em universidades, parques tecnológicos estruturados e ampliação do trabalho remoto e híbrido. A associação afirma ainda que esse cenário contribui para a retenção de profissionais e para a atração de investimentos à região.